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Ser melhor é só o que importa

DA REDAÇÃO

Na escola, no trabalho ou na vida comunitária, todos temos objetivos de melhoria. Estamos sempre planejando como agir para conseguir melhores notas, melhores cargos ou salários, ou como melhorar o ambiente das instituições a que nos vinculamos. Todos temos algum objetivo, que apontam na direção de nossos interesses e paradigmas. Assim, nossos objetivos podem ser nobres ou então mirar apenas o status definido pela sociedade.

Livres, porém, da transitória condição humana, um objetivo comum deveria guiar-nos e estimular nossas menores ações: o progresso espiritual. Ainda que envolvidos com as dificuldades e conflitos da vida moderna, esse objetivo deve estar sempre implícito, como diretriz sagrada de nosso tempo.

Dois esforços serão exigidos dos que percebem a necessidade da própria evolução. O primeiro esforço é o de se dedicar ao bem, no pensamento e nas ações, seja onde for. É observar e buscar aproveitar cada oportunidade de ser útil a alguém, o que certamente não irá faltar. Concentrar sua atenção em ser sempre justo e bom, gentil e generoso. É um esforço que vale a pena, porque demonstra a compreensão da transitoriedade da vida física. Essa compreensão é indispensável, porque o candidato deverá obrigatoriamente fazer escolhas, muitas vezes num claro conflito entre o mundo físico e o espiritual.

O ser que consegue avaliar corretamente a relação entre as “duas vidas” e ponderar suas ações com o pensamento tranqüilo está a caminho da paz que não pode ser-lhe tirada.

O segundo esforço, igualmente importante e também gerador da paz do dever cumprido, é a resistência ao mal que existe em nós. Surge a necessidade de se conhecer para que, vigilante, a pessoa identifique os estímulos ao erro, à reação indesejada, à palavra rude, e consiga conter o sentimento ruim que não nasce do outro, e sim de nós mesmos.

Os dois esforços descritos acima estão completamente subordinados à nossa vontade. É estranho afirmar, mas é fato que sentimos certo prazer com o erro. Ainda nos felicitamos com muitas atitudes que certamente seria constrangedor expor.

Nada mais deveria importar a nós que não fosse nosso e o progresso da humanidade. Perceber e decidir por essa verdade é urgente, porque é a condição para nossa felicidade.