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Jornalismo e credibilidade

DA REDAÇÃO

Diversos fatos relacionados ao jornalismo, no Brasil e no mundo, incentivaram muitas reflexões sobre o papel dos profissionais e dos canais de comunicação. A internet, com os recursos da chamada web 2.0, com suas redes sociais e uma intensa colaboração, é parte desse fenômeno.

O primeiro fato aconteceu no Irã, durante a eleição. Como se sabe, com as restrições impostas à imprensa, não foi possível cobrir as manifestações contrárias à eleição. Foi aí que entrou a internet, a tecnologia e a colaboração. A população, com celulares, retratou toda a movimentação, e publicou na rede o que acontecia no país. Mas havia um problema. As imagens não se explicavam por si mesmas. Não havia informação, contexto ou explicações. Faltou, nesse processo, um jornalista.

Enquanto isso, o Brasil discutia sobre a necessidade do diploma para a profissão. Em nome da liberdade de expressão, decidiu-se, em elevadas instâncias da lei, que o diploma não é necessário.

Parecia proposital, para desacreditar a imprensa. Porque a imprensa é a única organização, hoje, que ousa mostrar os disparates do setor público. Por isso, diminuir seu valor é estratégico.

A melhor tentativa de desprezo da imprensa veio em resposta a denúncias de corrupção. O acusado defendeu-se: são denúncias baseadas apenas em notícias de jornal. Portanto, não merecem credibilidade...

O nobre senador deveria saber que uma notícia publicada em um jornal sério não é apenas um texto sem importância.

Sobre isso, reflitamos: se alguém diz que leu determinada notícia em um jornal espírita, o que isso representa?

Deveria ter o mesmo peso, a mesma credibilidade que uma denúncia de corrupção em um jornal sério. Deveria significar a verdade.

Nossos periódicos espíritas precisam dessa avaliação. Publicar algo em nome do Espiritismo representa uma enorme responsabilidade, que certamente será considerada em nossa contabilidade espiritual.