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Atitudes para o cultivo da saúde mental

POR CéLIA ELMY

Não saímos de casa ao acordar sem escovar os dentes porque ninguém iria agüentar o “bafão”. Mas, muitas vezes, saímos exalando um hálito mental mal-cheiroso resultante dos nossos pensamentos em desequilíbrio, e que é sentido pelas outras pessoas, que se desarmonizam com nossa proximidade. Por isso, assim como fazemos nossa higiene diária, da mesma forma precisamos fazer a higiene mental, lavando os pensamentos na água da prece, preparando-nos para o dia que virá trazendo-nos desafios que não sabemos.

No mesmo sentido, ao amanhecer, abrimos a casa toda deixando o sol entrar, iluminando tudo, e varremos cuidadosamente, deixando tudo limpo. Mesmo procedimento com a casa mental: deixar entrar o sol da prece, clarificando-a com pensamentos de alegria, fé e esperança. Como começar o dia com pensamentos de tristeza e desânimo? Ou de rancor ou mágoa? De medo? Não! Varremos para fora os detritos da mente, colocamos no lixo essas idéias e deixamos entrar o sol do amor do Cristo.

E o nosso café-da-manhã? Não começamos o dia sem ele. Também o nosso espírito clama por alimento. Comecemos o dia nutrindo-o com o Evangelho de Jesus. Os espíritas têm o hábito salutar de fazer Evangelho no Lar uma vez por semana. Mas, como o nome diz, é do lar, é quando se reúne a família toda para estudar o que Jesus nos deixou como ensinamentos, se bem que sabemos de lares em que apenas um é espírita, ou os outros componentes não aceitam, e esse Evangelho é feito apenas por uma pessoa, o que já é bem válido. Mas isso não nos exime da nossa necessidade íntima de fazermos nosso Evangelho individual todos os dias. Todos os dias? Todos os dias! É a nutrição da alma.

“Nem só de pão vive o homem, mas também da palavra de Deus”. Somos espíritos, ora revestidos de um corpo de carne. A carne tem necessidades, mas o espírito também tem. Não deixemos que ele chegue à desnutrição. Demos-lhe o alimento do Evangelho de Jesus.

Como sair de casa com os cabelos em desalinho? Antes passamos em frente ao espelho e os penteamos cuidadosamente. Mas saímos com os pensamentos em desalinho, com a mente suja, não de obscenidades, mas de pensamentos perturbados. Se os outros pudessem vê-los, se espantariam com nossa má aparência mental.

“Sois deuses”, nos disse Jesus, “o que eu faço, vós o fareis também, e muito mais”. E nós também criamos, criamos formas-pensamentos. Pensamentos cultivados formam ao nosso redor uma aura mental, ganhando vida. Se, na nossa inferioridade criamos micróbios mentais, eles passam a nos atormentar e se continuamos a realimentá-los, reproduzindo os mesmos pensamentos, chegamos a pensar que é obsessão de espíritos, mas não, é auto-obsessão. E saímos de casa com a nossa “cabeça-de-Medusa”.

Muitos passam a vida apressados, mal tendo tempo de balbuciar uma prece ao acordar, e vão ficando embrutecidos, vivendo a vida da matéria, como os irracionais: dormir, acordar, alimentar-se, reproduzir-se. Dos filhos de Deus espera-se algo mais! A centelha divina agita-se em nós e precisa ser avivada com o exercício constante da prece e da meditação.

Não tenho tempo, todos dizem. Tempo é questão de prioridade. E de interesse. Quando queremos algo, achamos tempo. Tempo pra conseguir um diploma, anos na escola. Tempo pra ir à academia conseguir um corpo “sarado”. Tudo tem um preço, sacrifício, mas pra conseguir nossa iluminação, não achamos tempo.

Esse tempo poderia ser tirado da televisão, que hoje em dia pouco nos aproveita. Se dormirmos e acordarmos mais cedo, poderíamos fazer nosso Evangelho antes que os outros acordassem, aproveitando as horas inigualáveis da manhã.

A ciência já está comprovando os benefícios da prece e da meditação, aquilatando os ganhos em saúde, equilíbrio e bem estar e aí sim, poderíamos sair harmonizados para o trabalho ou as atividades diárias com nossa aparência mental combinando com o apuro da exterior.